segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Gravidez na Adolescência: educação é o melhor método!


GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA 

Desde o momento em que inicia sua vida sexual, a maioria das mulheres, incluindo as adolescentes, ressente-se da falta de informação e de educação em saúde reprodutiva. Estes aspectos, somados às modificações dos padrões da sexualidade nos últimos 20 anos, repercutiram no aumento da incidência da gravidez na adolescência, particularmente nos países em desenvolvimento e nas adolescentes mais jovens. Tem sido motivo de preocupação das organizações de saúde nacionais e internacionais pelas consequências físicas, psicológicas e sociais na própria jovem, em seu filho e em toda a sociedade.

Pesquisas realizadas na América Latina têm verificado que mulheres com baixa escolaridade iniciam seus relacionamentos sexuais mais precocemente em relação às de maior escolaridade. Adolescente sem suporte emocional seja pela presença de conflitos na família ou ausência dos pais, apresentam poucos planos e expectativas quanto à escolaridade e profissionalização, sendo mais vulneráveis aos fatores de risco desta faixa etária. 

FATORES PREDISPONENTES

Entre os fatores biológicos, o início cada vez mais precoce da puberdade e da idade da menarca tem acarretado uma antecipação da iniciação sexual. A presença de bloqueios emocionais (fatores que interferem de forma consciente ou inconsciente no uso inadequado de métodos anticoncepcionais) pode ocorrer nesta faixa etária e os mais importantes são o pensamento mágico (“isto nunca vai acontecer comigo”), a confirmação de sua fertilidade, a agressão aos pais, o sentimento de culpa e desejo de ser mãe. Estes fatores associados à baixa auto-estima, dificuldades de relacionamento familiar e carência afetiva levam a garota a engravidar.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

O Ministério da Saúde vem investindo fortemente para a diminuição de casos de gravidez na adolescência através de campanhas destinadas aos adolescentes e à ampliação do acesso ao planejamento familiar, com investimentos nas ações de educações sexuais, distribuições de preservativos em postos de saúde e até mesmo acesso livre a consultas e avaliações de indicação de métodos contraceptivos com recomendações e orientações de prevenção para doenças sexualmente transmissíveis.





Referências:

SECRETARIA DA SAÚDE. Manual de atenção à saúde do adolescente. 2006.

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