quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Documentários sobre a gravidez e o aborto

Documentário Nacional - Meninas, gravidez na adolescência
 
 
Documentário Nacional - Aborto dos outros
 
 
Os dois documentários são bem fortes pois trata da realidade brasileira sobre a questão da gravidez na adolescência e aborto, sendo assuntos bem questionadores que precisar conhecer e cada um tirar suas próprias conclusões pois realmente o que é certo e o que é errado?

A cada dia, o número de adolescentes grávidas aumenta ainda mais. Mas, o que fazer ara que esses números diminuam? A PREVENÇÃO é a resposta para essa  pergunta.

 

Há várias maneiras de prevenir uma gravidez muitas vezes indesejada. Uma delas, que é bem acessível a todos, são os preservativos de látex, as famosas “camisinhas”. Não importa se você as comprou em uma farmácia ou adquiriu-as gratuitamente em um posto de saúde, a eficácia é a mesma. Além de evitar a gravidez, o preservativo ainda ajuda a proteger sua saúde, evitando a transmissão de DSTs ,Doenças Sexualmente Transmissíveis ,como a AIDS, a sífilis e a gonorreia, por exemplo.
Outra forma bastante confiável de se evitar a gestação na adolescência , são os comprimidos anticoncepcionais. 
       Há no mercado atual, uma grande variedade de anticoncepcionais, de várias marcas e laboratórios. Mas lembre-se: antes de comprar uma cartela de anticoncepcional, visite seu ginecologista e ele lhe dará mais informações, tirando assim todas as suas dúvidas e receitando-lhe o mais adequado. Vale lembrar que além de comprimidos, os anticoncepcionais podem ser ministrados em forma de injeção. Este possui duas “versões”: mensal e trimestral. A diferença entre os dois é que no trimestral você não menstrua e ocorre a retenção do líquido, aumentando o apetite e também ocorre um aumento no peso, o outro é o mensal que é usado mensalmente em uma única injeção e a pessoa menstrua normalmente, e a retenção de líquido pode ou não ocorrer, dependendo do organismo da paciente.
       Para as mulheres mais “esquecidas”, há o DIU , Dispositivo Intrauterino , que serve como uma espécie de barreira para que o esperma não chegue ao óvulo durante a relação sexual. É tão eficiente quanto a pílula e os dispositivos mais modernos duram de cinco a dez anos no organismo da mulher. São colocados dentro do útero pelo médico e é necessário que a mulher faça controle periódico do DIU.


Referências:    ZAIKA, E. A. Planejamento Familiar e anticoncepção – conhecimento e uso de métodos. Trabalho de 
Conclusão de Curso de Graduação em Enfermagem 85 f. Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - 
CESCAGE. Ponta Grossa, 2004


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Gravidez na Adolescência: educação é o melhor método!


GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA 

Desde o momento em que inicia sua vida sexual, a maioria das mulheres, incluindo as adolescentes, ressente-se da falta de informação e de educação em saúde reprodutiva. Estes aspectos, somados às modificações dos padrões da sexualidade nos últimos 20 anos, repercutiram no aumento da incidência da gravidez na adolescência, particularmente nos países em desenvolvimento e nas adolescentes mais jovens. Tem sido motivo de preocupação das organizações de saúde nacionais e internacionais pelas consequências físicas, psicológicas e sociais na própria jovem, em seu filho e em toda a sociedade.

Pesquisas realizadas na América Latina têm verificado que mulheres com baixa escolaridade iniciam seus relacionamentos sexuais mais precocemente em relação às de maior escolaridade. Adolescente sem suporte emocional seja pela presença de conflitos na família ou ausência dos pais, apresentam poucos planos e expectativas quanto à escolaridade e profissionalização, sendo mais vulneráveis aos fatores de risco desta faixa etária. 

FATORES PREDISPONENTES

Entre os fatores biológicos, o início cada vez mais precoce da puberdade e da idade da menarca tem acarretado uma antecipação da iniciação sexual. A presença de bloqueios emocionais (fatores que interferem de forma consciente ou inconsciente no uso inadequado de métodos anticoncepcionais) pode ocorrer nesta faixa etária e os mais importantes são o pensamento mágico (“isto nunca vai acontecer comigo”), a confirmação de sua fertilidade, a agressão aos pais, o sentimento de culpa e desejo de ser mãe. Estes fatores associados à baixa auto-estima, dificuldades de relacionamento familiar e carência afetiva levam a garota a engravidar.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

O Ministério da Saúde vem investindo fortemente para a diminuição de casos de gravidez na adolescência através de campanhas destinadas aos adolescentes e à ampliação do acesso ao planejamento familiar, com investimentos nas ações de educações sexuais, distribuições de preservativos em postos de saúde e até mesmo acesso livre a consultas e avaliações de indicação de métodos contraceptivos com recomendações e orientações de prevenção para doenças sexualmente transmissíveis.





Referências:

SECRETARIA DA SAÚDE. Manual de atenção à saúde do adolescente. 2006.

sábado, 16 de novembro de 2013

Aborto e gravidez


 “A minha mãe disse que me teve quando ela tinha 16 anos. Naquela época não era muito cedo não. 
Tava bom! Fazer o que? Mas hoje eu não quero isso pra mim. O tempo mudou. Tem que estudar mais, um filho ia acabar com a minha vida! Eu nem conto pra todo mundo que já fiquei grávida.” 
 Paula, 17 anos, estudante, uma gestação interrompida aos 16 anos

O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n.º 8069/90, adolescente é todo indivíduo com idade entre 12 e 18 anos e para a Organização Mundial de Saúde (OMS)  esse período envolve indivíduos com idades entre 10 a 19 anos. No Brasil, estima-se que aproximadamente 20-25% do total de mulheres gestantes são adolescentes, apontando que uma em cada cinco gestantes são adolescentes entre 14 e 20 anos de idade.

Historicamente, a gravidez na adolescência não é um fenômeno recente. Assim, por exemplo, a média de idade das romanas no casamento atingia o limite de 14 anos. No início deste século, a gravidez na adolescência era considerada um acontecimento habitual para os padrões culturais e para os costumes vigentes. Em 1922, por exemplo, definiu-se a idade de 16 anos como o momento ideal para o nascimento do primeiro filho. Na atualidade, essa média é motivo de preocupação dos mais diversos setores da sociedade.

No Brasil, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstram que a porcentagem de adolescentes grávidas triplicou de 1980 para 1994. 

A ocorrência de relações sexuais antes do casamento se inicia cada vez mais cedo, em média a partir dos 13 anos. As relações de gênero mostram que, senão toda, mas uma grande parte da responsabilidade pela 
anticoncepção, é deixada para as adolescentes. No grupo das adolescentes sexualmente ativas, muitas não praticam a anticoncepção de maneira adequada, gerando riscos de uma gravidez não desejada. Existe também uma falta de conhecimento da fisiologia da reprodução e das conseqüências das relações sexuais por parte dos adolescentes. Ao lado disso, nem sempre os pais estão preparados para debater esses temas com os filhos. 

As complicações da gravidez, do parto e do puerpério estão entre as 10 principais causas de morte da adolescente brasileira, sendo a sexta causa nas adolescentes de 15 a 19 anos. Por sua vez, o aborto significa a quarta causa de morte materna no Brasil. A maternidade adolescente e, portanto, a gravidez de adolescentes, apresenta um número cada vez mais elevado de casos tanto nas regiões com altos índices de urbanização e industrialização, quanto nas regiões sócio-econômicas pouco desenvolvidas. Porém, os índices de crescimento são diferenciados para as duas áreas. 

O aborto clandestino geralmente traz conseqüências negativas para a saúde da mulher, devido, principalmente, ao atendimento inadequado como conseqüência da sua ilegalidade. Igualmente, o risco que representa um aborto provocado é maior para as adolescentes do que para as mulheres adultas sob os mais diferentes pontos de vista. Pesquisas relatadas na literatura indicam que o custo que representa o atendimento - nos centros de saúde pública - de uma mulher com complicações pós-aborto é maior que o custo para o atendimento de um parto. As complicações na saúde da mulher por causa de um aborto são comuns, principalmente quando ele é provocado e clandestino. 

Referências Bibliográficas:

DINIZ, N.C. 2010. Gravidez na adolescência um desafio social. Universidade Federal de Minas Gerais. Especialização em Atenção em Atenção Básica em Saúde Familiar.

DINIZ, E. et al. Gravidez e aborto na adolescência: Análise contextual de risco e proteção. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Gravidez na Adolescência - Dimensão do Problema


Os dados do governo demonstram que o número de adolescentes entre 10 e 19 anos que se tornam mães no Brasil vem aumentando nos últimos quatro anos. Só no ano passado, elas responderam por cerca de 31% do total de partos realizados pelo SUS.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), entre 2011 e 2012, o total de filhos gerados quando as mães tinham entre 15 e 19 anos quase dobrou: de 4.500 para 8.300. Ainda segundo o IBGE, nessa faixa de idade 18% das mulheres já engravidaram ao menos uma vez. 

Só no Brasil são cerca de 700 mil meninas sendo mães todos os anos e desse total pelo menos 2% tem entre 10 e 14 anos, sendo que elas não têm nenhuma preparação psicológica e nem financeira para poder dar um bom futuro a essas crianças.

O aborto no Brasil é uma prática proibida (exceto em alguns casos), mas vem sem realizado por essas adolescentes, pelo fato da maioria não desejarem a gravidez. Muitas adolescentes de classe média alta realizam o aborto, muitas vezes com o apoio dos próprios pais. Sendo o aborto realizado em clínicas especializadas, por um profissional qualificado. 

Mas isso não significa que as adolescentes de uma classe social mais baixa não realizem a prática do aborto. Isso ocorre com certa frequência, mas diferentemente das meninas da classe média alta, esse aborto ocorre através de métodos caseiros ou que ofereçam um risco maior à saúde. 

A gravidez na adolescência é uma questão complexa, devendo ser debatida por toda a sociedade. É papel dos pais dar todo o apoio necessário, conversando com a adolescente, explicando os riscos de uma gravidez precoce, informando e oferecendo métodos contraceptivos.

Fonte: gazetaonline